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Cintura fina é o eterno padrão da beleza feminina

 Cintura fina é o eterno padrão da beleza feminina, dizem cientistas.

da France Presse, em Paris

A beleza feminina sempre foi celebrada através dos séculos, com a crença de que o que se considera atraente numa mulher não pode ser eternizado --tudo dependeria da moda dominante, da cultura, da etnicidade e do gosto particular.

Para psicólogos evolucionistas, porém, a moda é apenas a cobertura tênue de uma força mais profunda e imutável, tão antiga e duradoura quanto nossos próprios genes: o impulso darwiniano pela sobrevivência e a atração por uma boa genética.


Reprodução
Moda anos 1890s
Moda anos 1890s
Na Inglaterra vitoriana, por exemplo, uma boca pequena era o máximo da beleza. Hoje, no entanto, a aparência de botão de rosa deu lugar nas culturas ocidentais à preferência por bocas grandes e volumosas.

Em muitas sociedades, com o passar do tempo, o foco das zonas erógenas secundárias passou por tornozelos, pescoços e joelhos, com penteados que foram mudando de acordo com a moda.
A morfologia feminina desejada também mudou, em parte devido à prosperidade e ao avanço social das mulheres.

Nos anos 1950, Marilyn Monroe era o modelo de beleza feminina. Hoje, ela seria convidada a assistir às reuniões dos Vigilantes do Peso.

Com todas essas mudanças, pode parecer que não existe um padrão de beleza ou uma referência permanente --apenas uma variação caótica e sem sentido. Mas este não é o caso, segundo os psicólogos evolucionistas.

Em um teste inovador sobre as duas hipóteses controversas, cientistas da Universidade do Texas, em Austin, e da Universidade Harvard, vasculharam três séculos de literatura em língua inglesa e três clássicos literários asiáticos de até 2.000 anos. O objetivo era responder à seguinte pergunta: que partes do corpo feminino eram enaltecidas como belas por escritores através dos tempos?

Eles estudaram literatura inglesa dos séculos 16 a 18, poesia palaciana chinesa da sexta dinastia (dos séculos 4 ao 6 d.C.) e dois antigos épicos indianos, o "Mahabharata" e o "Ramayana", dos séculos 1 ao 3 d.C.

Previsivelmente, seios, nádegas e coxas --as zonas erógenas primárias-- foram muito citadas nestas descrições. Mas a cintura fina desbancou todas.

Na literatura inglesa, descrições exaltadas de cinturas finas (uma cintura "tão estreita quanto um bastão", "preso à sua adorável cintura" etc.) apareceram 65 vezes contra 16 descrições românticas de seios, 12 de coxas e apenas duas para quadris e nádegas.


Mas, antes que alguém denuncie o preconceito contra o excesso de peso, a literatura demonstrou ser repleta de tributos românticos à gordura, mas relativamente poucos à magreza. O que conta, tanto para as gordas quanto para as magras, é a relativa estreiteza da cintura. Não foi encontrada uma única evocação de beleza em que o objeto de veneração tivesse uma barriga saliente.

Oriente

Nas obras asiáticas, a cintura fina demonstrou ser ainda mais apreciada. Não foi encontrada nenhuma referência elogiosa à beleza arredondada.

Nos dois épicos indianos, a exaltação à cintura fina teve 35 menções, enquanto as outras partes do corpo reuniram um total de 26. Na poesia chinesa, a cintura fina foi evocada 17 vezes, enquanto seios, nádegas, quadris e coxas não foram citadas nenhuma vez. Uma única referência romântica às pernas femininas foi encontrada.

Saúde

O estudo, que será publicado no jornal britânico "Proceedings of the Royal Society B", defende que essas referências demonstram que a cintura fina é um objeto de desejo que supera o tempo e as culturas. Mas por que isso ocorre?

A resposta, segundo os autores, é que a cintura fina é sinal de boa saúde e fertilidade. Os homens instintivamente avaliam que mulheres com essa característica têm potencial para uma reprodução bem-sucedida e, portanto, para perpetuar seus genes.

Pesquisas modernas estabeleceram relação entre a obesidade abdominal e diminuição de estrogênio, fecundidade reduzida e risco maior de desenvolver doenças.


"Mesmo sem o benefício do conhecimento médico moderno, tanto escritores asiáticos quanto britânicos intuíam o vínculo biológico entre saúde e beleza", afirmam os autores do estudo, Devendra Singh, Peter Renn e Adrian Singh.

"Apesar da variação das descrições de beleza, a marca de saúde e fertilidade --a cintura fina-- sempre foi um símbolo imutável de beleza feminina", concluíram.



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