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Pin-ups modernas resgatam o estilo e atitude dos anos 1950

Pin-ups modernas resgatam o estilo e atitude dos anos 1950

 

As novas pin-ups unem informações estéticas de ontem com outras de hoje.


As modelos e atrizes americanas Betty Page – que tinha cabelos volumosos, maiô acinturado e eternizou a franja convexa – e Rita Hayworth são exemplos fiéis. A performer americana Dita Von Teese, estrela de shows burlescos, e as cantoras britânicas Amy Winehouse e Katy Perry, são a referência moderna. O movimento é tão poderoso que suas representantes passaram a ser inspiração na música, na moda e no comportamento. São as pin-ups modernas.
As novas pin-ups unem informações estéticas de ontem com outras de hoje. Cabelo vintage, óculos estilo gatinho, roupas que valorizam as formas, batom vermelho e uma postura provocante, porém com algo de ingênuo, estão no manual da pin-up moderna. “Me inspiro no estilo das décadas de 1940 e 1950, mas, não esqueço que vivo no século 21”, disse a baixista da banda amazonense Dry Martinis, Rayssa Deschain. Há dez anos, Rayssa aderiu à tendência. Para isso, tem a ajuda de uma costureira, que copia roupas de ilustrações antigas e de lojas fora do Estado, de onde encomenda suas roupas que chegam pelo correio. Os acessórios ela garimpa em brechós e lojas.
Segundo a baixista, ser uma verdadeira pin-up não consiste apenas em se vestir como tal, é uma questão também de estilo de vida. “Quando comecei a me interessar por esse universo, me encantei primeiro com os filmes – como o ‘Papai pernilongo’ que assistia com a minha mãe - e a música com o gênero Rockabilly. A partir daí, adotar o visual foi um pulo”.
As pin-ups amam vários estilos musicais, desde o punk até o rock’n´roll. Mas tem um específico que nunca dispensam, o Rockabilly. Rayssa, por exemplo, participa da banda ‘Os Dry Martinis’, especializada no gênero surgido no começo da década de 1950. No cardápio musical, além de músicas de autoria própria, estão releituras de DiMaggio Brothers, Gene Vincent e Lee Rocker. A banda é formada também por Matheus Gondim (guitarra), Carlos Farezon (violão) e Elvis (bateria) se apresenta todos os primeiros sábados de cada mês, a partir das 22h, no Jack n’Blues Snooker Pub.
Além de se vestir como as pin-ups de décadas passadas, a nova geração se inspira na maneira como suas antecessoras olhavam, andavam e se portavam. As pin-ups de antes eram sensuais sem ser pornográficas, tinham atitude sem cair na vulgaridade e caminhavam para a total emancipação, sem perder o foco no sexo oposto. “Além de eu adorar as coisas mais antigas, gosto do jeito de elas se vestirem e se portarem e de todo o universo ao redor delas. Costumo dizer que sou uma alma antiga vivendo num mundo moderno”, opinou a editora-chefe e apresentadora do jornal da TV Cultura Bhia Borges, que adota o estilo há cinco anos. “Se pudesse teria um carro com o estilo da época e uma casa toda decorada com móveis vintage”, acrescentou.
Começo
Nos anos 1940 e 1950, era passatempo entre os soldados americanos pendurar (em inglês, pin-up) fotos de mulheres bonitas em seus alojamentos. Com o tempo, foi se estabelecendo um padrão específico. Pin-up passou a ser necessariamente uma mulher voluptuosa, com ar clássico e retrô e muito feminina. E o termo deixou de se resumir a fotos: ilustrações de pin-ups passaram a ser utilizadas em estampas, quadros e na publicidade.

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