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O legado rockabilly em BH

Cidade tem um rico histórico de shows, festivais e bandas que expressam o culto ao som e à estética dos anos 1950

Curitiba recebeu, durante o período de Carnaval, o Psycho Carnival, festival que, já em sua 15ª edição, tornou-se referência nacional quando o assunto é o psychobilly, o rockabilly, o country e o hillbilly, a surf music e outros gêneros que remontam aos anos 1950. O culto à música e à estética daquela década também se manifesta, em menor escala, em Belo Horizonte, seja no visual pin up que vai se disseminando entre as moças e no estilo rocker, meio Elvis Presley, meio James Dean, que os rapazes adotam, seja no rol de bandas de rockabilly e psychobilly que, ao longo dos últimos 15 anos, surgiram na cidade, ou ainda na ação de músicos e produtores que realizaram shows e festivais como o BH Rumble e o Psycho Attack Over BH.Os principais agentes desse culto aos anos 1950 não consideram que haja uma “cena” rockabilly na capital mineira, mas são unânimes em reconhecer que há um rico histórico do gênero na cidade, que a credencia a figurar, juntamente com Curitiba, no mapa nacional do estilo. “Não dá para falar em cena, mas existem muitos adeptos do gênero e também algumas bandas ainda em atividade, o que acho que tem a ver com o trabalho que a gente sempre realizou para promover esses estilos”, diz o músico e produtor Roger Pixixo. “Fizemos, entre 2005 e 2008, o festival BH Rumble, que reunia bandas importantes daqui e de outros Estados e também um bom público, e antes dele, o BH Billy, entre 2003 e 2005, que nasceu sob inspiração do Psycho Carnival”, completa.
Jerry. O paulista Alex Valenzi já mostrou em BH seu estilo herdado de Jerry Lee Lewis algumas vezes

Esses dois festivais de que Pixixo fala aconteceram nas casas noturnas Matriz e A Obra, que se consolidou como um dos redutos aos diletantes do rockabilly e do psychobillly, sobretudo pela realização de outro festival, o Campeonato Mineiro de Surfe, que sempre teve a surf music como foco, mas reservando generoso espaço para outros sons que evocam a década de 1950. “Em Belo Horizonte essa coisa da cena sempre foi meio misturada, a surf music se confundindo com o rockabilly, o psychobilly e mesmo o country, de grupos como o Folsoms”, diz Claudão Pilha, proprietário d’A Obra e que, dentre seus vários projetos musicais, mantém com Gui “Guinorant” o duo Vô Diddley, que se dedica a executar o rockabilly de Bo Diddley e psychobilly do grupo The Cramps.

Ele destaca, considerando o Campeonato Mineiro de Surfe e shows isolados, a longa lista de bandas do gênero que já passaram pela casa. “Tivemos o Gramofocas, o Cães Vadius, que é clássica do psychobilly, várias bandas de São Paulo e um monte de Curitiba que já vieram aqui. Teve o Pink Flamingos, o Sideburn Brothers, o Zumbis do Espaço, que também é clássica. E todas elas tiveram muito público”, aponta.

Além d’A Obra e do Matriz, que tem programação mais eclética, pelo menos outras três casas noturnas da cidade prestam reverência, de alguma forma, aos anos 1950: o Elvis King Pub, que tem Elvis Presley como emblema e inspiração, o Jângal Bar, que uma vez por mês realiza a festa Pin Up’s Day, e o Underground Pub, que no início de fevereiro promoveu seu primeiro Underground Hot Rod, um encontro de aficionados por carros antigos. Os três são espaços que têm o foco musical mais difuso, não centrado apenas no rockabilly e seus congêneres, mas que, do ponto de vista estético, se alinham sem rodeios à década que consagrou tais gêneros.

“Não dá para trabalhar só com bandas de rockabilly e psychobilly porque aqui em Belo Horizonte elas não existem em número suficiente para sustentar uma programação, mas já tivemos o Folsoms, que tem uma pegada mais country, o Mr. Elvis, que faz cover do Elvis, e também já vieram aqui umas quatro bandas de Curitiba, como a Mary Lee and the Sideburn Brothers e a Them Old Crap”, diz Shairon Lacerda, proprietário do Elvis King Pub.

Marcelo Crasso, outro protagonista da história do rockabilly e gêneros afins em Belo Horizonte, que realizou o Psycho Attack Over BH, atuou na organização do BH Rumble e promoveu diversos shows do estilo, como o paulista Alex Valenzi e sua banda, a The Hideaway Cats, também considera que não existe uma cena musical do gênero em BH, existe história, e essa história, na sua opinião, se renova. “Está surgindo uma turma nova. Tem uma banda, a Mosh Lab, que se apresenta com uma ideia de baile dos anos dourados, embalada numa estética ‘Grease’, e tem também a Tânia Azze, que mistura mais coisas, o jazz, o rhythm’n’blues, mas que adota essa estética pin up, bem anos 50. E tem o Rodrigo Shaolim, que atua como DJ, principalmente no Elvis King Pub, e promove eventos sempre pautado por essa sonoridade”, diz.
Eventos e shows
O rockabilly em BH


1999: Psycho Attack Over BH

2000: Copa Sul Minas de PsychoSurf

2001 até hoje: Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe

2003 a 2005: BH Billy

2005 a 2008: BH Rumble! 2007: Alex valenzi & The Hideaway Cats

2008: Mondo Crasso

2008: Os Carburadores

2009: Edição comemorativa de dez anos do Psycho Attack Over BH

2012: Dead Elvis

2013: Lux Lives - Tributo a Lux Interior

 

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