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Elas não saem de moda - Entrevista sobre as pin ups no site da Taiff

A palavra pin-up significa “pendurar”, pois era isso que se fazia com seus desenhos inicialmente para entreter os soldados na guerra. 

“No início, as pin-ups não eram reais. Eram 'mulheres atraentes' na visão artística de desenhistas”, explica Martika Victor, autora do blog Pin Ups do Brasil. “Só depois é que as modelos começaram a virar de carne e osso. Betty Grable foi uma das mais populares. Bettie Page, Marilyn Monroe, Elke Sommer, Shelley Winters, Brigitte Bardot, Doris Day, Dorothy Lamour e Rita Moreno são algumas das melhores representantes do estilo de todos os tempos.”

Um estilo de vida

Para Martika, ser pin-up é mais do que se vestir de forma diferente. “Ser pin-up é questão deatitude. O que determina não é apenas olho delineado e batom vermelho, e sim atitude sensual, delicada e, principalmente, ser feminina. Ser pin-up significa manter o lado ‘mulherzinha’ sem ter vergonha”, conta.

Jéssica Paixão, professora de dança que já foi fissurada em se vestir como pin-up, conta um pouco sobre a origem do estilo. “O estilo pin-up é da década de 20, mas continuou até os anos 50. Eu comecei a gostar de me vestir assim quando tinha 17 anos. Mas já tinha minhas saias antes disso.” O motivo que a levou a começar era simples: não queria se vestir como todo mundo. Para montar seu guarda-roupa, ela ia em ponta de estoque e brechós. 

As pin-ups apareceram como uma sensualidade leve, e passaram também a ser usadas em selos de cartas, pôsteres e revistas. “Elas também começaram a se difundir e fazer muito sucesso na Marinha. Então surgiram pin-ups com pequenas tatuagens, que faziam parte da cultura dos marinheiros”, explica Jéssica. Para elas, a tatuagem de cereja era um símbolo clássico. :Posteriormente os motoqueiros também adeririam à imagem da pin-up como símbolo, sendo praticamente lei ter uma pin-up tatuada no braço.


Foto: Reprodução
Ingenuidade sensual

Apesar de muito sensuais, o que diferencia a pin-up é sua clara ingenuidade. Muitas acreditam que seu charme, que sobrevive até hoje mesmo em uma época em que a nudez está tão banal, é justamente a inocência. “Apesar delas mostrarem a cinta-liga ou a anágua, elas não são vulgares”, explica Jéssica. “Ela não está mostrando porque quer. Está mostrando porque é tão ingênua que não reparou que o vestido era curto e iria levantar quando ela passasse o espanador em um lugar alto ou coisa parecida. Por isso é muito comum as pin-ups aparecerem com aquelas carinhas de surpresa, de ‘ops!’ É o que faz ficar bonitinho.”

Para a blogueira Martika, isso não significa ir contra as lutas por igualdade e direitos, e sim assumir o lado feminino sem medo de ser julgada. “As mulheres procuraram muito se igualar aos homens e esqueceram isso. Somente no final dos anos 90 nós mulheres percebemos que somos seres únicos, e somos tão capazes e inteligentes como eles”, diz Martika. “Então, a busca pelo feminino resgatou nossa ingenuidade, delicadeza, vaidade. Pin-ups são mulheres seguras e confiantes, cheias de autoestima e estilo próprio.”
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